<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5110979985196526281</id><updated>2012-01-07T11:15:40.058-08:00</updated><category term='Dostoievski'/><category term='Twitter'/><category term='Cinema'/><category term='Bastos Tigre'/><category term='Literatura'/><category term='Álvaro de Campos'/><category term='Livros'/><category term='Luís Vaz de Camões'/><category term='Sílvio Barbato'/><category term='Milan Kundera'/><category term='Realismo fantástico'/><category term='Nietzsche'/><category term='Ética animal'/><category term='Schopenhauer'/><category term='Cícero Acaiaba'/><category term='Poemas'/><category term='Condição humana'/><category term='Charles Chaplin'/><category term='Fernando Pessoa'/><category term='Eventos'/><category term='Filosofia'/><category term='Contos'/><category term='Poesias'/><category term='Oscar Wilde'/><category term='Mozart'/><category term='Bibliotecas'/><category term='Voltaire'/><category term='Fernando Sabino'/><title type='text'>Kein Titel</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://suzane-lima.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://suzane-lima.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Suzane Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14890825178586530255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_oecdwnqgMNg/SvCC-Hx0jzI/AAAAAAAAAgI/FWgvIrs8GQo/S220/fotos_rio_217.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>22</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5110979985196526281.post-3028655060318615533</id><published>2011-08-22T14:21:00.000-07:00</published><updated>2011-08-22T14:21:57.484-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Charles Chaplin'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>O último discurso de “O Grande Ditador” - Charles Chaplin</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;Setenta anos depois, ainda precisamos ouvir isso:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar – se possível – judeus, o gentio... negros... brancos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://2.gvt0.com/vi/FPzgq8sNbMI/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/FPzgq8sNbMI&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/FPzgq8sNbMI&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A própria natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem... um apelo à fraternidade universal... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: “Não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a liberdade nunca perecerá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Soldados! Não vos entregueis a esses brutais... que vos desprezam... que vos escravizam... que arregimentam as vossas vidas... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como gado humano e que vos utilizam como bucha de canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar... os que não se fazem amar e os inumanos!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o Reino de Deus está dentro do homem – não de um só homem ou grupo de homens, ms dos homens todos! Está em vós! Vós, o povo, tendes o poder – o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... de faze-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da democracia – usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontrares, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;-----&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O filme completo pode ser visto aqui:&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=LfbTYhX6Dqs"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=LfbTYhX6Dqs&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Também disponível para download em:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.megaupload.com/?d=GFJPFI30"&gt;http://www.megaupload.com/?d=GFJPFI30&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5110979985196526281-3028655060318615533?l=suzane-lima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://suzane-lima.blogspot.com/feeds/3028655060318615533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5110979985196526281&amp;postID=3028655060318615533' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/3028655060318615533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/3028655060318615533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://suzane-lima.blogspot.com/2011/08/o-ultimo-discurso-de-o-grande-ditador.html' title='O último discurso de “O Grande Ditador” - Charles Chaplin'/><author><name>Suzane Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14890825178586530255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_oecdwnqgMNg/SvCC-Hx0jzI/AAAAAAAAAgI/FWgvIrs8GQo/S220/fotos_rio_217.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5110979985196526281.post-8989429372052831951</id><published>2010-08-06T13:28:00.000-07:00</published><updated>2010-08-06T13:28:39.241-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Voltaire'/><title type='text'>Micrômegas  - Voltaire</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Cap. I - Viagem de um habitante da estrela Sírio ao planeta Saturno&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num desses planetas que giram em torno da estrela chamada Sírio, havia um jovem de muito espírito a quem tive a honra de conhecer durante a última viagem que fez a este nosso pequeno formigueiro: chamava-se Micrômegas, nome bastante adequado a todos os grandes. Tinha oito léguas de altura: entendo, por oito léguas, vinte e quatro mil passos geométricos de cinco pés cada um.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Alguns algebristas, gente sempre útil ao público, tomarão logo da pena e, tendo em vista que o senhor Micrômegas, habitante do país de Sírio, tem da cabeça aos pés vinte e quatro mil passos, ou sejam vinte mil pés, e que nós outros, cidadãos da terra, não medimos mais que cinco pés de altura e o nosso globo nove mil léguas de circunferência, esses algebristas, dizia, eu, calcularão que é preciso, absolutamente, que o globo que o produziu seja exatamente vinte e um milhões e seiscentas mil vezes maior que a nossa minúscula terra. Nada mais simples nem mais comum na natureza. Os Estados de alguns soberanos da Alemanha ou da Itália, cuja volta se pode fazer em meia hora, comparados ao império da Turquia, de Moscóvia ou da China, não são mais que uma débil imagem das prodigiosas diferenças que a natureza colocou em todos os seres.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Sendo Sua Excelência da altura que eu disse, todo, os nossos escultores e pintores convirão sem dificuldade em que a sua cintura pode medir cinqüenta mil pés, o que constitui uma bela proporção.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Quanto a seu espírito, é um dos mais cultivados que existem; sabe muitas coisas e inventou algumas outras: não tinha ainda duzentos e cinqüenta anos e estudava, segundo o costume, no colégio dos jesuítas de seu planeta, quando adivinhou, só pela força de seu espírito, mais de cinqüenta proposições de Euclides – isto é, dezoito mais que Blaise Pascal, o qual depois de ter adivinhado trinta e duas, por brincadeira, pelo que diz a sua irmã, tornou-se mais tarde um geômetra bastante medíocre e um péssimo metafísico. Lá pelos seus quatrocentos e cinqüenta anos, ao sair da infância, dissecou muitos desses pequenos insetos que têm apenas cem pés de diâmetro e que se furtam aos microscópios ordinários; compôs sobre a matéria um livro bastante curioso, mas que lhe valeu algumas contrariedades. O mufti de seu país, sujeito esmiuçador e ignorantíssimo, achou no seu livro proposições suspeitas, malsoantes, temerárias heréticas, que cheiravam a heresia, e o perseguiu sem tréguas: tratava-se de saber se a forma substancial das pulgas de Sírio era a mesma que a dos caracóis. Micrômegas defendeu-se com espírito; pôs as mulheres a seu favor; o processo durou duzentos e vinte anos. Afinal o mufti fez com que o livro fosse condenado por jurisconsultos que não o haviam lido, e o autor teve ordem de não aparecer na Corte durante oitocentos anos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Pouco se afligiu ele de ser banido de uma Corte onde só havia intrigas e mesquinharias. Compôs uma canção muito divertida contra o mufti, a que este não deu importância; e pôs-se a viajar de planeta em planeta, para acabar de formar o espírito e o coração, como se diz. Os que só viajam de cadeira de posta e berlinda ficarão decerto espantados com as equipagens de lá; pois nós, em nossa pequena bola de lama, nada concebemos além de nossos usos. O nosso viajante conhecia às maravilhas as leis da gravitação e todas as forças atrativas e repulsivas. Utilizava-as tão a propósito que, ou por intermédio de um raio de sol, ou graças à comodidade de um cometa, ia de globo em globo, ele e os seus, como um pássaro voeja de ramo em ramo. Em pouco percorreu a Via Láctea; e sou obrigado a confessar que nunca viu, em meio às estrelas de que é semeada, esse belo céu empíreo que o ilustre vigário Derham se gaba de ter enxergado na ponta de sua luneta. Não que eu pretenda alegar que o senhor Derham tenha visto mal, Deus me livre! mas Micrômegas esteve no local, é um bom observador, e eu não quero contradizer ninguém. Micrômegas depois da muitas voltas chegou ao globo de Saturno. Por mais acostumado que estivesse a ver coisas novas, não pôde, ante a pequenez do globo e de seus habitantes, evitar esse sorriso de superioridade que às vezes escapa aos mais sábios. Pois afinal Saturno não é mais que novecentas vezes maior que a terra, e os seus cidadãos não passam de anões que têm apenas umas mil toesas de altura. A principio, zombou ele um pouco com a sua gente, mais ou menos como um músico italiano se põe a rir de música de Lulli, quando chega em França. Mas o siriano, que tinha o espírito justo, compreendeu que uma criatura pensante poderia muito bem não ser ridícula só por ter seis mil pés de altura. Familiarizou-se com os saturnianos, depois de os haver espantado. Ligou-se de estreita amizade com o secretário da Academia de Saturno, homem de muito espírito, que na verdade nada inventara, mas prestava excelente conta das invenções doe outros, e fazia passavelmente pequenos versos e grandes cálculos. Transcreverei aqui, para satisfação dos leitores, uma singular conversação que Micrômegas teve um dia com o senhor secretário.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Continua...&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Texto completo (e não muito grande) em :  http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/micromegasN.html&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5110979985196526281-8989429372052831951?l=suzane-lima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/micromegasN.html' title='Micrômegas  - Voltaire'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://suzane-lima.blogspot.com/feeds/8989429372052831951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5110979985196526281&amp;postID=8989429372052831951' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/8989429372052831951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/8989429372052831951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://suzane-lima.blogspot.com/2010/08/micromegas-voltaire.html' title='Micrômegas  - Voltaire'/><author><name>Suzane Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14890825178586530255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_oecdwnqgMNg/SvCC-Hx0jzI/AAAAAAAAAgI/FWgvIrs8GQo/S220/fotos_rio_217.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5110979985196526281.post-5774015437899684396</id><published>2010-06-24T14:46:00.000-07:00</published><updated>2010-07-01T10:07:27.593-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Realismo fantástico'/><title type='text'>O despertar dos mágicos - Louis Pauwels e Jacques Bergier</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Bruscamente, as portas cuidadosamente fechadas pelo século XIX sobre as infinitas possibilidades do homem, da matéria, da energia, do espaço e do tempo vão cair em estilhaços. As ciências e as técnicas darão um salto formidável, e a própria natureza do conhecimento vai ser novamente discutida. Mais do que um progresso: uma transmutação. Neste novo estado do mundo, a própria consciência deve mudar de estado.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Atualmente, em todos os domínios, todas as formas da imaginação estão em movimento. Excepto nos domínios onde se desenrola a nossa vida "histórica", obstruída, dolorosa, com a precariedade das coisas condenadas. Um fosso imenso separa o homem da aventura da humanidade, as nossas sociedades da nossa civilização. Vivemos à base de idéias, de morais, de sociologias, de filosofias e de uma psicologia que pertencem ao século XIX. Somos os nossos próprios bisavós. Contemplamos a subida &lt;span class="il"&gt;dos&lt;/span&gt; foguetes em direção ao céu, sentimos a terra vibrar devido a mil radiações novas, chupando o cachimbo de Thomas Graindorge. A nossa literatura, os nossos debates filosóficos, os nossos conflitos ideológicos, a nossa atitude perante a realidade, tudo isto dormita atrás das portas que acabam de ir pelos ares. Juventude! Juventude! Ide dizer a toda a gente que as entradas estão abertas e que o Exterior já penetrou!"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Citação do livro: &lt;b&gt;O despertar dos mágicos&lt;/b&gt; :&amp;nbsp;introdução ao realismo fantástico, de Louis Pauwels e Jacques Bergier. Editora Edipe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Taqmbém disponível na internet em ( e provavelmente também em versões pra impressão): &lt;a href="http://sofadasala.vilabol.uol.com.br/jornalismo/livros/despertar_dos_magicos/indice.html"&gt;http://sofadasala.vilabol.uol.com.br/jornalismo/livros/despertar_dos_magicos/indice.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5110979985196526281-5774015437899684396?l=suzane-lima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://suzane-lima.blogspot.com/feeds/5774015437899684396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5110979985196526281&amp;postID=5774015437899684396' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/5774015437899684396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/5774015437899684396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://suzane-lima.blogspot.com/2010/06/o-despertar-dos-magicos-louis-pauwels-e.html' title='O despertar dos mágicos - Louis Pauwels e Jacques Bergier'/><author><name>Suzane Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14890825178586530255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_oecdwnqgMNg/SvCC-Hx0jzI/AAAAAAAAAgI/FWgvIrs8GQo/S220/fotos_rio_217.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5110979985196526281.post-6818912169402149576</id><published>2010-05-05T12:03:00.000-07:00</published><updated>2010-05-05T12:03:29.176-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dostoievski'/><title type='text'>Os Irmãos Karamázov - Dostoievski</title><content type='html'>Que livrão! Mas as páginas passam que você nem sente... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se Deus não existe, então tudo é permitido". É com base nessa máxima que o romance desarrola. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fyodor Karamázov é um homem totalmente sem compromisso com qualquer valor moral, independentemente de acreditar na existência de Deus ou não. Tem três filhos e os deixa entregues ao mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro filho, Dmitri Karamázov, sente ódio mortal pelo pai devido ao seu desamparo e às suas preferências (libertinagem e riquezas), mas é, ele mesmo, um libertino e fanfarrão, mas, ao contrário do pai, muitíssimo liberal, não sabe lidar com dinheiro. Embora compreenda e valorize a moral vigente, Dmitri é muito mais entregue aos seus desejos e sentimentos do que à razão. A razão nele, aliás, é quase nula no que diz respeito às suas ações e decisões, que são impulsivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os outros dois filhos de Fyodor Karamázov são de seu segundo casamento: Ivan e Aliéksiei Karamázov.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ivan Karamázov é o autor da frase "Se Deus não existe, então tudo é permitido", e questiona os valores morais. É o mais inteligente dentre os irmãos e embora adote uma teoria amoral, aproxima-se muito do que se chama um homem moral. Mas alguém que não acredite no valor da moral predominante e aja de maneira tão passiva, tão socialmente certa, deve enfrentar algum conflito interior: de fato, é o caso de Ivan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliéksiei Karamázov, ou somente Aliócha, é o irmão caçula e mais amável. Não julga os atos do pai e dos irmãos e é um ótimo ouvinte e aconselhador. Em seus atos baseia-se antes pela sua intuição do que pela razão pura. É querido por todos e sabe igualmente amar a todos. Torna-se monge (de uma religião que não lembro o nome, nem sei se existe), embora não acredite necessariamente em Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Smierdiakov é outro personagem do livro, provável quarto filho de Fiodor Kamarázov. A mãe dele que era a "louca da cidade" morreu na hora do parto, na casa do criado de Fiódor, que criou-o junto com sua esposa. Smierdiakóv criou-se, então, dentro da casa de seu suposto pai. É sempre amargo, mas tem uma simpatia imensa por Ivan, por considera-lo um homem de espírito, assim como a si mesmo. Tem profunda influência pelo pensamento de Ivan sobre a amoralidade, como nos mostra o romance em determinado momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, "Os irmãos Karamázov" nos mostra qual é a relação entre a existência de Deus e a moral adotada ou não pelos homens. Até que ponto os homens baseiam-se em alguma teoria moral para agir? Até que ponto a idéia de um Deus influencia ou não no agir? É o que nos mostra Dostoiévski nesse romance empolgante, nesse teatro dos sentimentos humanos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5110979985196526281-6818912169402149576?l=suzane-lima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://suzane-lima.blogspot.com/feeds/6818912169402149576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5110979985196526281&amp;postID=6818912169402149576' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/6818912169402149576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/6818912169402149576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://suzane-lima.blogspot.com/2010/05/os-irmaos-karamazov-dostoievski.html' title='Os Irmãos Karamázov - Dostoievski'/><author><name>Suzane Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14890825178586530255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_oecdwnqgMNg/SvCC-Hx0jzI/AAAAAAAAAgI/FWgvIrs8GQo/S220/fotos_rio_217.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5110979985196526281.post-3024144404286928808</id><published>2010-02-08T07:52:00.000-08:00</published><updated>2010-02-10T10:05:24.657-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Álvaro de Campos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fernando Pessoa'/><title type='text'>Passagem das horas - Álvaro de Campos</title><content type='html'>"Trago dentro do meu coração,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Como num cofre que se não pode fechar de cheio,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Todos os lugares onde estive,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Todos os portos a que cheguei,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Ou de tombadilhos, sonhando,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajei por mais terras do que aquelas em que toquei...&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Vi mais paisagens do que aquelas em que pus os olhos...&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Experimentei mais sensações do que todas as sensações que senti,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Porque, por mais que sentisse, sempre me faltou que sentir&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;E a vida sempre me doeu, sempre foi pouco, e eu infeliz.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A certos momentos do dia recordo tudo isto e apavoro-me,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Penso em que é que me ficará desta vida aos bocados, deste auge,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Desta estrada às curvas, deste automóvel à beira da estrada, deste aviso,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Desta turbulência tranqüila de sensações desencontradas,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Desta transfusão, desta insubsistência, desta convergência iriada,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Deste desassossego no fundo de todos os cálices,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Desta angústia no fundo de todos os prazeres,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se a vida é pouco ou demais para mim.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Não sei se sinto de mais ou de menos, não sei&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Se me falta escrúpulo espiritual, ponto-de-apoio na inteligência,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Consangüinidade com o mistério das coisas, choque&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Aos contatos, sangue sob golpes, estremeção aos ruídos,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Ou se há outra significação para isto mais cômoda e feliz.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja o que for, era melhor não ter nascido,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Porque, de tão interessante que é a todos os momentos,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;A vida chega a doer, a enjoar, a cortar, a roçar, a ranger,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;A dar vontade de dar gritos, de dar pulos, de ficar no chão, de sair&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Para fora de todas as casas, de todas as lógicas e de todas as sacadas,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;E ir ser selvagem para a morte entre árvores e esquecimentos,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Entre tombos, e perigos e ausência de amanhãs,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;E tudo isto devia ser qualquer outra coisa mais parecida com o que eu penso,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Com o que eu penso ou sinto, que eu nem sei qual é, ó vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correram o bobo a chicote do palácio, sem razão,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Fizeram o mendigo levantar-se do degrau onde caíra.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Bateram na criança abandonada e tiraram-lhe o pão das mãos.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Oh mágoa imensa do mundo, o que falta é agir...&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Tão decadente, tão decadente, tão decadente...&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Só estou bem quando ouço música, e nem então.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Jardins do século dezoito antes de 89,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Onde estais vós, que eu quero chorar de qualquer maneira?&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Como um bálsamo que não consola senão pela idéia de que é um bálsamo,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;A tarde de hoje e de todos os dias pouco a pouco, monótona, cai.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acenderam as luzes, cai a noite, a vida substitui-se.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Seja de que maneira for, é preciso continuar a viver.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Arde-me a alma como se fosse uma mão, fisicamente.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Estou no caminho de todos e esbarram comigo.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Minha quinta na província,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Haver menos que um comboio, uma diligência e a decisão de partir entre mim e ti.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Assim fico, fico... Eu sou o que sempre quer partir,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;E fica sempre, fica sempre, fica sempre,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Até à morte fica, mesmo que parta, fica, fica, fica...&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&amp;nbsp;Torna-me humano, ó noite, torna-me fraterno e solícito.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Só humanitariamente é que se pode viver.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Só amando os homens, as ações, a banalidade dos trabalhos,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Só assim - ai de mim! -, só assim se pode viver.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Só assim, o noite, e eu nunca poderei ser assim!&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Vi todas as coisas, e maravilhei-me de tudo,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Mas tudo ou sobrou ou foi pouco - não sei qual - e eu sofri.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Vivi todas as emoções, todos os pensamentos, todos os gestos,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;E fiquei tão triste como se tivesse querido vivê-los e não conseguisse.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Amei e odiei como toda gente,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Mas para toda a gente isso foi normal e instintivo,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;E para mim foi sempre a exceção, o choque, a válvula, o espasmo.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei sentir, não sei ser humano, conviver&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;De dentro da alma triste com os homens meus irmãos na terra.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Não sei ser útil mesmo sentindo, ser prático, ser quotidiano, nítido,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Ter um lugar na vida, ter um destino entre os homens,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Ter uma obra, uma força, uma vontade, uma horta,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Uma razão para descansar, uma necessidade de me distrair,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Uma cousa vinda diretamente da natureza para mim.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentir tudo de todas as maneiras,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Viver tudo de todos os lados,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Ser a mesma coisa de todos os modos possíveis ao mesmo tempo,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Realizar em si toda a humanidade de todos os momentos&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Num só momento difuso, profuso, completo e longínquo.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero ser sempre aquilo com quem simpatizo,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Eu torno-me sempre, mais tarde ou mais cedo,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Aquilo com quem simpatizo, seja uma pedra ou uma ânsia,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Seja uma flor ou uma idéia abstrata,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Seja uma multidão ou um modo de compreender Deus.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;E eu simpatizo com tudo, vivo de tudo em tudo.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;São-me simpáticos os homens superiores porque são superiores,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;E são-me simpáticos os homens inferiores porque são superiores também,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Porque ser inferior é diferente de ser superior,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;E por isso é uma superioridade a certos momentos de visão.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Simpatizo com alguns homens pelas suas qualidades de caráter,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;E simpatizo com outros pela sua falta dessas qualidades,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;E com outros ainda simpatizo por simpatizar com eles,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;E há momentos absolutamente orgânicos em que esses são todos os homens.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Sim, como sou rei absoluto na minha simpatia,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Basta que ela exista para que tenha razão de ser.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Estreito ao meu peito arfante, num abraço comovido,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;(No mesmo abraço comovido)&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;O homem que dá a camisa ao pobre que desconhece,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;O soldado que morre pela pátria sem saber o que é pátria,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;E o matricida, o fratricida, o incestuoso, o violador de crianças,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;O ladrão de estradas, o salteador dos mares,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;O gatuno de carteiras, a sombra que espera nas vielas —&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Todos são a minha amante predileta pelo menos um momento na vida.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijo na boca todas as prostitutas,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Beijo sobre os olhos todos os souteneurs,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;A minha passividade jaz aos pés de todos os assassinos&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;E a minha capa à espanhola esconde a retirada a todos os ladrões.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Tudo é a razão de ser da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram dados na minha boca os beijos de todos os encontros,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Acenaram no meu coração os lenços de todas as despedidas,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Todos os chamamentos obscenos de gesto e olhares&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Batem-me em cheio em todo o corpo com sede nos centros sexuais.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Fui todos os ascetas, todos os postos-de-parte, todos os como que esquecidos,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;E todos os pederastas - absolutamente todos (não faltou nenhum).&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Rendez-vous a vermelho e negro no fundo-inferno da minha alma!&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;(Freddie, eu chamava-te Baby, porque tu eras louro, branco e eu amava-te,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Quantas imperatrizes por reinar e princesas destronadas tu foste para mim!)&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Mary, com quem eu lia Burns em dias tristes como sentir-se viver,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Mary, mal tu sabes quantos casais honestos, quantas famílias felizes,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Viveram em ti os meus olhos e o meu braço cingido e a minha consciência incerta,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;A sua vida pacata, as suas casas suburbanas com jardim,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Os seus half-holidays inesperados...&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Mary, eu sou infeliz...&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Freddie, eu sou infeliz...&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Oh, vós todos, todos vós, casuais, demorados,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Quantas vezes tereis pensado em pensar em mim, sem que o fizésseis,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Ah, quão pouco eu fui no que sois, quão pouco, quão pouco —&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Sim, e o que tenho eu sido, o meu subjetivo universo,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Ó meu sol, meu luar, minhas estrelas, meu momento,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Ó parte externa de mim perdida em labirintos de Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui para a cama com todos os sentimentos,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Fui souteneur de todas ás emoções,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Pagaram-me bebidas todos os acasos das sensações,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Troquei olhares com todos os motivos de agir,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Estive mão em mão com todos os impulsos para partir,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Febre imensa das horas!&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Angústia da forja das emoções!&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Raiva, espuma, a imensidão que não cabe no meu lenço,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;A cadela a uivar de noite,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;O tanque da quinta a passear à roda da minha insônia,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;O bosque como foi à tarde, quando lá passeamos, a rosa,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;A madeixa indiferente, o musgo, os pinheiros,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Toda a raiva de não conter isto tudo, de não deter isto tudo,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Ó fome abstrata das coisas, cio impotente dos momentos,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Orgia intelectual de sentir a vida!&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentir tudo de todas as maneiras,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Ter todas as opiniões,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Ser sincero contradizendo-se a cada minuto,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Desagradar a si próprio pela plena liberalidade de espírito,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;E amar as coisas como Deus.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, que sou mais irmão de uma árvore que de um operário,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Eu, que sinto mais a dor suposta do mar ao bater na praia&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Que a dor real das crianças em quem batem&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;(Ah, como isto deve ser falso, pobres crianças em quem batem —&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;E por que é que as minhas sensações se revezam tão depressa?)&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Eu, enfim, que sou um diálogo continuo,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Um falar-alto incompreensível, alta-noite na torre,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Quando os sinos oscilam vagamente sem que mão lhes toque&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;E faz pena saber que há vida que viver amanhã.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, tudo isto, e além disto o resto do mundo...(...)&lt;br /&gt;Eu, a infelicidade-nata de todas as expressões,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;A impossibilidade de exprimir todos os sentimentos,(...)&lt;br /&gt;E o que parece não querer dizer nada sempre quer dizer qualquer cousa...&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Sim, eu, o engenheiro naval que sou supersticioso como uma camponesa madrinha,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;E uso monóculo para não parecer igual à idéia real que faço de mim,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Que levo às vezes três horas a vestir-me e nem por isso acho isso natural,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Mas acho-o metafísico e se me batem à porta zango-me,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Não tanto por me interromperem a gravata como por ficar sabendo que há a vida...(...)&lt;br /&gt;Caem as folhas secas no chão irregularmente,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Mas o fato é que sempre é outono no outono,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;E o inverno vem depois fatalmente,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;há só um caminho para a vida, que é a vida... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse velho insignificante, mas que ainda conheceu os românticos,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Esse opúsculo político do tempo das revoluções constitucionais,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;E a dor que tudo isso deixa, sem que se saiba a razão&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Nem haja para chorar tudo mais razão que senti-lo.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viro todos os dias todas as esquinas de todas as ruas,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;E sempre que estou pensando numa coisa, estou pensando noutra.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Não me subordino senão por atavisnio,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;E há sempre razões para emigrar para quem não está de cama.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui educado pela Imaginação,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Viajei pela mão dela sempre,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Amei, odiei, falei, pensei sempre por isso,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;E todos os dias têm essa janela por diante,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;E todas as horas parecem minhas dessa maneira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raiva panteísta de sentir em mim formidandamente,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Com todos os meus sentidos em ebulição, com todos os meus poros em fumo,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Que tudo é uma só velocidade, uma só energia, uma só divina linha&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;De si para si, parada a ciciar violências de velocidade louca...&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;(...)"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Poema completo em : http://www.revista.agulha.nom.br/facam07.html&amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5110979985196526281-3024144404286928808?l=suzane-lima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.revista.agulha.nom.br/facam07.html' title='Passagem das horas - Álvaro de Campos'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://suzane-lima.blogspot.com/feeds/3024144404286928808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5110979985196526281&amp;postID=3024144404286928808' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/3024144404286928808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/3024144404286928808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://suzane-lima.blogspot.com/2010/02/passagem-das-horas-alvaro-de-campos.html' title='Passagem das horas - Álvaro de Campos'/><author><name>Suzane Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14890825178586530255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_oecdwnqgMNg/SvCC-Hx0jzI/AAAAAAAAAgI/FWgvIrs8GQo/S220/fotos_rio_217.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5110979985196526281.post-2607832028816188348</id><published>2009-12-30T04:24:00.000-08:00</published><updated>2009-12-30T04:24:31.076-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética animal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bastos Tigre'/><title type='text'>Natal Antigo – Bastos Tigre</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oecdwnqgMNg/SztGYAxgcxI/AAAAAAAAAig/RC5M9Bi9bME/s1600-h/leit%C3%A3o.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_oecdwnqgMNg/SztGYAxgcxI/AAAAAAAAAig/RC5M9Bi9bME/s200/leit%C3%A3o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Da vasta mesa patriarcal, em torno, &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A família reúne-se. Fumega&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O rotundo leitão assado ao forno,&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Entre os vinhos velhíssimos da adega.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Loiras batatas traçam-lhe o contorno&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Finas rodelas de limão carrega;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E, assim, como todo o culinário adorno, &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Aguarda, inerte, a sorte iníqua e cega.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;É noite de Natal! Festa! Alegria!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Em cada boca há um riso iluminado&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Pelo amor que das almas irradia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mas ninguém nota o sorriso resignado&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;De amarga, pungentíssima ironia&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Dos meigos olhos do leitão assado...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Extraído de: TIGRE, Bastos. &lt;b&gt;Poemas&lt;/b&gt;. [S.l.]: [s.n.], 2005. p. 112&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5110979985196526281-2607832028816188348?l=suzane-lima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://suzane-lima.blogspot.com/feeds/2607832028816188348/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5110979985196526281&amp;postID=2607832028816188348' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/2607832028816188348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/2607832028816188348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://suzane-lima.blogspot.com/2009/12/natal-antigo-bastos-tigre.html' title='Natal Antigo – Bastos Tigre'/><author><name>Suzane Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14890825178586530255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_oecdwnqgMNg/SvCC-Hx0jzI/AAAAAAAAAgI/FWgvIrs8GQo/S220/fotos_rio_217.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oecdwnqgMNg/SztGYAxgcxI/AAAAAAAAAig/RC5M9Bi9bME/s72-c/leit%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5110979985196526281.post-2868915639837724713</id><published>2009-10-23T06:31:00.000-07:00</published><updated>2009-12-15T11:03:42.782-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Poema para um de meus amores</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oecdwnqgMNg/SuGwnLnBlyI/AAAAAAAAAfo/DSguvZIPk4M/s1600-h/ladourmese.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_oecdwnqgMNg/SuGwnLnBlyI/AAAAAAAAAfo/DSguvZIPk4M/s320/ladourmese.jpeg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor, não se preocupe&lt;br /&gt;&lt;div class="ii gt" id=":1ol"&gt;&lt;div&gt;Sou apenas uma mulher solitária se aproveitando do seu calor de homem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E sei o que não podes e o que não queres me dar&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E te entendo, e não quero lhe cobrar, e nem mesmo&amp;nbsp;quero receber.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apenas&amp;nbsp;espero um sentimento que está entre a ternura e a indiferença.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas que não seja só ternura, pra que não&amp;nbsp;diminuam meus sentimentos&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E nem só indiferença, pra que eles não cresçam.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Espero seus abraços e seus beijos ardentes, pois eles me fazem esquecer que sou triste.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quero seus lábios, seus braços, seus dentes e todo seu ardor&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E contigo estar entre a dor e o prazer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por favor, não espero explicações&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois o&amp;nbsp;silêncio é bem menos dolorido do que qualquer preocupação dissimulada ou não,&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E não queremos dor entre nós dois, pois ela é um caminho pra paixão durável&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E nossa paixão deve durar apenas enquanto estivemos juntos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E quando estivermos juntos, querido, é&amp;nbsp;bom que evitemos lugares onde não possamos ser vistos&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois a discrição é como um câncer que me&amp;nbsp;rói por dentro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me desculpe se não falo, é que conversas falam sempre sobre a gente&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E não tenho nada de mim para falar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Talvez esse poema reforce suas idéias inventadas de que sou fria e indiferente&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas não sou, sou apenas uma mulher anônima como tantas outras&lt;br /&gt;Que amam muitos por não conseguirem amar nenhum.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas no fim do ano irei para o mar e lá derramarei minhas mágoas&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E ao invés de um poema penoso como esse, &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se ainda lembrar de ti, lhe escreverei um poema de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suzane Lima&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Imagem:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; La dormeuse de Tamara de Lempicka &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5110979985196526281-2868915639837724713?l=suzane-lima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://suzane-lima.blogspot.com/feeds/2868915639837724713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5110979985196526281&amp;postID=2868915639837724713' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/2868915639837724713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/2868915639837724713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://suzane-lima.blogspot.com/2009/10/poema-para-um-de-meus-amores.html' title='Poema para um de meus amores'/><author><name>Suzane Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14890825178586530255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_oecdwnqgMNg/SvCC-Hx0jzI/AAAAAAAAAgI/FWgvIrs8GQo/S220/fotos_rio_217.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oecdwnqgMNg/SuGwnLnBlyI/AAAAAAAAAfo/DSguvZIPk4M/s72-c/ladourmese.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5110979985196526281.post-619525467277739253</id><published>2009-09-30T13:12:00.000-07:00</published><updated>2009-09-30T13:12:57.149-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eventos'/><title type='text'>Brasília Rock Sinfônico</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oecdwnqgMNg/SsO7mhuk1FI/AAAAAAAAAe4/FE4G5uHDsWM/s1600-h/7-bsb-rock-sinfonico-mailmkt.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" iq="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_oecdwnqgMNg/SsO7mhuk1FI/AAAAAAAAAe4/FE4G5uHDsWM/s400/7-bsb-rock-sinfonico-mailmkt.jpg" width="373" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5110979985196526281-619525467277739253?l=suzane-lima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://suzane-lima.blogspot.com/feeds/619525467277739253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5110979985196526281&amp;postID=619525467277739253' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/619525467277739253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/619525467277739253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://suzane-lima.blogspot.com/2009/09/brasilia-rock-sinfonico.html' title='Brasília Rock Sinfônico'/><author><name>Suzane Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14890825178586530255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_oecdwnqgMNg/SvCC-Hx0jzI/AAAAAAAAAgI/FWgvIrs8GQo/S220/fotos_rio_217.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oecdwnqgMNg/SsO7mhuk1FI/AAAAAAAAAe4/FE4G5uHDsWM/s72-c/7-bsb-rock-sinfonico-mailmkt.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5110979985196526281.post-4939673630412757532</id><published>2009-08-28T12:42:00.000-07:00</published><updated>2009-08-28T13:03:58.359-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bibliotecas'/><title type='text'>Desabafo encontrado num livro de Clarice Lispector - Autora anônima</title><content type='html'>Na semana passada, mais precisamente no dia 19/08/2009, peguei emprestado da Biblioteca da UnB (Universidade de Brasília) um livro da Clarice Lispector, "A maçã no escuro", que continha uma folha de papel dobrada duas vezes e nela continha este desabafo, sem assinatura ou qualquer pista para reconhecimento, que aqui transcrevo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" A sensação é a de estar no lugar errado e com as pessoas erradas constantemente. Parece que eu fui jogada aonde não deveria estar, com pessoas que não pensam/ agem como acho que poderia ser (e isso existe?)&lt;br /&gt;O que é que eu tô fazendo nessa porra de mundo com pessoas tão estranhas? Por que é que apesar de tudo eu gosto delas? Como é que mesmo achando tanto erro e tanta solidão eu continuo assim? Há uma maneira de fazer/ser o que eu acredito?&lt;br /&gt;Eu só queria viver imersa no que eu acredito ser bom, naquilo que me fosse satisfatório. Mas não vejo meios de sair de onde estou, não sei como começar.&lt;br /&gt;Eu sei que uma mudança de cidade não seria a resolução dos meus problemas, mas em lugar desconhecido, cheio de gente nova seria mais fácil de recomeçar. Decidir ser o que e quem eu quisesse. Ir até onde eu conseguisse.&lt;br /&gt;Eu sou uma farsa, uma fraude. O que acham que eu sou não é verdade. O que acho que sou não é verdade. Eu preciso urgentemente me encontrar, definir cores e gostos e cheiros e roupas e pessoas. Ou não definir nada. Deixar as coisas irem e vejo se gosto e se gostar acompanho. Eu preciso de um tempo só, sem ver ninguém, nem falar com ninguém. Eu não quero mais opiniões. Eu não quero dizer mais nada. Eu não estou com vontade de sorrir, mas minha vida anda tão no automático que o sorriso sai sem pensar no porque. Eu cansei de todas as minhas ilusões bobas e infantis. Eu cansei de acreditar. Eu não entendo porque insisto nisso. Eu tô precisando chorar de soluçar.&lt;br /&gt;Eu quero outra vida. Eu quero ser outra pessoa que não eu. Eu tô cansada das crises de sempre. De mim. Dos outros. De tudo.&lt;br /&gt;Eu só queria me encontrar. Ir pro lugar certo, aprender e sentir.&lt;br /&gt;Tá tudo tão engasgado que eu já nem sei porque exatamente eu choro."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5110979985196526281-4939673630412757532?l=suzane-lima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://suzane-lima.blogspot.com/feeds/4939673630412757532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5110979985196526281&amp;postID=4939673630412757532' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/4939673630412757532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/4939673630412757532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://suzane-lima.blogspot.com/2009/08/desabafo-encontrado-num-livro-de.html' title='Desabafo encontrado num livro de Clarice Lispector - Autora anônima'/><author><name>Suzane Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14890825178586530255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_oecdwnqgMNg/SvCC-Hx0jzI/AAAAAAAAAgI/FWgvIrs8GQo/S220/fotos_rio_217.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5110979985196526281.post-5833871649877264025</id><published>2009-08-05T07:08:00.000-07:00</published><updated>2009-10-27T11:27:56.185-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><title type='text'>O que é Filosofia</title><content type='html'>Escrevi esse texto com objetivos acadêmicos, por isso falarei aqui um pouco do muito que não poderia falar. O link para o texto é esse: &lt;a href="http://www.scribd.com/doc/18097268/O-que-e-Filosofia"&gt;http://www.scribd.com/doc/18097268/O-que-e-Filosofia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri que Filosofia não era tudo o que pensava. Descobri que não gosto de Filosofia, apenas de alguns filósofos. Não, não me importa as respostas sobre o que é Filosofia, ou verdade, ou razão... porque tudo isso, apesar da imensa discussão que há em torno das "respostas", não me dá nem o gostinho daquilo que penso ser sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendo os filósofos acadêmicos que vejo me lembro sempre de uma espécie de parábola, contada por Buda, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A flecha envenenada&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Suponhamos um homem trespassado por uma flecha envenenada e que seus parentes e amigos tenham resolvido chamar um cirurgião para retirar a seta e pensar a ferida. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas o homem ferido objetou, dizendo : "Esperem um pouco. Antes que retirem a flecha, quero saber quem a atirou. Foi um homem ou uma mulher? Foi algum nobre ou um camponês? De que era feito o arco&amp;nbsp; O arco que atirou a  flecha era grande ou pequeno? De que era feita a corda do arco? Era ela feita de fibra ou de tripa? A seta era de rota ou de junco? Que tipo de penas eram usadas? Antes que extraiam a seta, quero saber tudo a respeito dessas coisas. " &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim, que poderá acontecer ao homem ferido ? &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antes que todas essas informações possam ser obtidas, seguramente, o veneno terá tempo de circular em todo o sistema e o homem poderá morrer. A primeira providência a ser tomada é retirar a flecha, para que seu veneno não se espalhe."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os nossos filósofos acadêmicos, e esses para mim são aqueles que passam anos escrevendo sobre algo que já foi dito e/ou que não acrescenta nada a ninguém;  e algo sem cultura, sem erudição, só especialização, especialização, especialização... Esses "filósofos" estão assim, como no pequeno conto, morrendo sem suas pequeninas respostas, só um monte de discussão sobre elas,  no fim não têm resposta importante sobre nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;E o pior de tudo, quase extinguiu-se o amor ao saber, o amor agora é ao mostrar que sabe... Por isso tantas discussões...Ultimamente estou aversa às discursões de qualquer espécie... Prefiro dizer que concordo mesmo sem concordar (ou dizer que não concordo sem nenhuma explicação do porquê) a quem abre alguma discussão comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa disso... será mesmo que precisamos a toda hora provar algo para alguém?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5110979985196526281-5833871649877264025?l=suzane-lima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://suzane-lima.blogspot.com/feeds/5833871649877264025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5110979985196526281&amp;postID=5833871649877264025' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/5833871649877264025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/5833871649877264025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://suzane-lima.blogspot.com/2009/08/o-que-e-filosofia.html' title='O que é Filosofia'/><author><name>Suzane Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14890825178586530255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_oecdwnqgMNg/SvCC-Hx0jzI/AAAAAAAAAgI/FWgvIrs8GQo/S220/fotos_rio_217.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5110979985196526281.post-5388748563658601378</id><published>2009-06-22T09:41:00.000-07:00</published><updated>2009-06-22T12:24:46.107-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Twitter'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bibliotecas'/><title type='text'>Twitter</title><content type='html'>Agora eu tenho um: &lt;a href="https://twitter.com/suzane_lima"&gt;https://twitter.com/suzane_lima&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E a biblioteca em que faço estágio tem um e um blog: &lt;a href="https://twitter.com/biblioam"&gt;https://twitter.com/biblioam&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://biblioam.wordpress.com/"&gt;http://biblioam.wordpress.com/&lt;/a&gt; .&lt;br /&gt;Descobri que a Library of Congress (EUA) e a Biblioteca Nacional (RJ) também tem isso, achei bastante interessante. A Library of Congress, aliás, está toda muderninha: disponibiliza vídeos raros no youtube (portanto, não mais raros), usa o MSN para serviço de referência, tem blog, twitter e acho que outras coisas mais.&lt;br /&gt;Ótima essa idéia. Aqui na biblioteca do IPHAN, temos poucos vídeos e os que temos ainda não são catalogados e provavelmente ainda possuem direitos autorais, além disso o youtube aqui é bloqueado. MSN...nem se fala. Entretanto, fizemos esse blog e miniblog. No twitter vamos colocar, quando for o caso, links pro blog maior e atualizar o acervo em tempo real.&lt;br /&gt;Adorei essa quase descaretização de bibliotecas. O que elas têm não é para ser guardado a sete chaves e para agregar valor aos seus acervos, é para ser mostrado, lido, visto. Se em grande escala, melhor ainda.&lt;br /&gt;A biblioteca aqui do IPHAN (SBN Quadra 2, Setor H, Edifiício Central Brasília, 1º Subsolo. Brasília, DF) é aberta a todos, só o empréstimo é restrito aos funcionários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço a todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suzane&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5110979985196526281-5388748563658601378?l=suzane-lima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://suzane-lima.blogspot.com/feeds/5388748563658601378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5110979985196526281&amp;postID=5388748563658601378' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/5388748563658601378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/5388748563658601378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://suzane-lima.blogspot.com/2009/06/twitter.html' title='Twitter'/><author><name>Suzane Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14890825178586530255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_oecdwnqgMNg/SvCC-Hx0jzI/AAAAAAAAAgI/FWgvIrs8GQo/S220/fotos_rio_217.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5110979985196526281.post-6737559538841162053</id><published>2009-06-02T05:32:00.000-07:00</published><updated>2009-06-02T09:48:51.734-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sílvio Barbato'/><title type='text'>Sílvio Barbato, meu maestrinho</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_oecdwnqgMNg/SiUdipiAHHI/AAAAAAAAAVE/mfqH8VVKcDk/s1600-h/silvio.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342709014046186610" style="WIDTH: 200px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 139px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oecdwnqgMNg/SiUdipiAHHI/AAAAAAAAAVE/mfqH8VVKcDk/s200/silvio.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Hoje minhas lágrimas tiveram motivo pra cair&lt;br /&gt;Não Sílvio, não!&lt;br /&gt;Estás em uma ilha dando aquele sorriso gostoso&lt;br /&gt;Estás cantarolando pros que estão aflitos&lt;br /&gt;Seus cabelos balançam com o vento da ilha&lt;br /&gt;Daquele jeito, como quando reges a orquestra&lt;br /&gt;Teus cabelos são um espetáculo a parte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu cumprimentavas com tanta amabilidade quem nem conhecias&lt;br /&gt;Conversava com as senhoras fúteis, achando graça&lt;br /&gt;Falavas com uns eruditos chatos, "aqueles velhas"&lt;br /&gt;Fazias sorrir toda a Sala Villa -Lobos&lt;br /&gt;Falavam de ti, mas nem ligavas&lt;br /&gt;Vinham-te as meninas, pois que venham mais&lt;br /&gt;Tinhas tanto charme...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas meu Deus, Sílvio!&lt;br /&gt;Você era homem! E dizem, todo homem é mortal!&lt;br /&gt;E o avião... meu Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não! Não deve ser!&lt;br /&gt;Vou acreditar nos ufólogos, nos evangélicos e nos otimistas...&lt;br /&gt;Eras bom, e o avião caiu sem ti, continuastes no céu.&lt;br /&gt;No avião não, Sílvio.&lt;br /&gt;Aquele seu sorriso não se pode ter perdido,&lt;br /&gt;A lembrança do seu sorriso não foi feita pras lágrimas&lt;br /&gt;Seu sorriso foi feito pra outros risos e pra música...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não Sílvio, eras homem e eras mortal&lt;br /&gt;E o avião caiu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dormirei, e teu olhar galanteador ficará aqui, ao lado&lt;br /&gt;Nem Mozart, nem Bach, nem Villa-Lobos, nem Verdi&lt;br /&gt;estão mais vivos Sílvio, mas sua música é cantada e tocada&lt;br /&gt;Seus nomes são falados e ouvidos&lt;br /&gt;Mas o que é um nome se não um nome?&lt;br /&gt;A melhor música que regestes foi teu riso contagiante&lt;br /&gt;E agora ele não é mais que uma lembrança,&lt;br /&gt;que não pode ser imitada pela melhor orquestra&lt;br /&gt;Nem regida pelo melhor maestro&lt;br /&gt;Pois só tu sabias ritmar teu sorriso... e teus cabelos...&lt;br /&gt;E tu caístes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Deus Sílvio, e nem era só tu...&lt;br /&gt;Quantas almas choram agora?&lt;br /&gt;Mas não, Sílvio, foi só um pesadelo&lt;br /&gt;E acordarás dele da melhor forma: dormindo&lt;br /&gt;Mas deixaste-nos tão triste,&lt;br /&gt;Acordaremos e só veremos aquilo a que chamam realidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não Sílvio, não tu...&lt;br /&gt;Irei dormir agora&lt;br /&gt;Fala-me num sonho que não eras homem&lt;br /&gt;e nem mortal&lt;br /&gt;E que o avião não caiu...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5110979985196526281-6737559538841162053?l=suzane-lima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://suzane-lima.blogspot.com/feeds/6737559538841162053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5110979985196526281&amp;postID=6737559538841162053' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/6737559538841162053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/6737559538841162053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://suzane-lima.blogspot.com/2009/06/silvio-barbato-meu-maestrinho.html' title='Sílvio Barbato, meu maestrinho'/><author><name>Suzane Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14890825178586530255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_oecdwnqgMNg/SvCC-Hx0jzI/AAAAAAAAAgI/FWgvIrs8GQo/S220/fotos_rio_217.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oecdwnqgMNg/SiUdipiAHHI/AAAAAAAAAVE/mfqH8VVKcDk/s72-c/silvio.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5110979985196526281.post-6213398203955085237</id><published>2009-05-15T10:08:00.000-07:00</published><updated>2009-05-15T10:27:34.197-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Álvaro de Campos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fernando Pessoa'/><title type='text'>Lisboa Revisitada - Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)</title><content type='html'>Não: não quero nada&lt;br /&gt;Já disse que não quero nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me venham com conclusões!&lt;br /&gt;A única conclusão é morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me tragam estéticas!&lt;br /&gt;Não me falem em moral!&lt;br /&gt;Tirem-me daqui a metafisica!&lt;br /&gt;Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas&lt;br /&gt;Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) &amp;shy;&lt;br /&gt;Das ciências, das artes, da civilização moderna!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que mal fiz eu aos deuses todos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Se têm a verdade, guardem-na!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.&lt;br /&gt;Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.&lt;br /&gt;Com todo o direito a sê-lo, ouviram?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não me macem, por amor de Deus!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?&lt;br /&gt;Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?&lt;br /&gt;Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.&lt;br /&gt;Assim, como sou, tenham paciência!&lt;br /&gt;Vão para o diabo sem mim,&lt;br /&gt;Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!&lt;br /&gt;Para que havemos de ir juntos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me peguem no braço!&lt;br /&gt;Não gosto que me peguem no braço.&lt;br /&gt;Quero ser sozinho.Já disse que sou sozinho!&lt;br /&gt;Ah, que maçada quererem que eu seja de companhia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó céu azul &amp;shy; o mesmo da minha infância &amp;shy;,&lt;br /&gt;Eterna verdade vazia e perfeita!&lt;br /&gt;Ó macio Tejo ancestral e mudo,&lt;br /&gt;Pequena verdade onde o céu se reflecte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!&lt;br /&gt;Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.&lt;br /&gt;Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...&lt;br /&gt;E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5110979985196526281-6213398203955085237?l=suzane-lima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://suzane-lima.blogspot.com/feeds/6213398203955085237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5110979985196526281&amp;postID=6213398203955085237' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/6213398203955085237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/6213398203955085237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://suzane-lima.blogspot.com/2009/05/lisboa-revisitada-alvaro-de-campos.html' title='Lisboa Revisitada - Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)'/><author><name>Suzane Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14890825178586530255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_oecdwnqgMNg/SvCC-Hx0jzI/AAAAAAAAAgI/FWgvIrs8GQo/S220/fotos_rio_217.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5110979985196526281.post-3715592063951511570</id><published>2009-05-08T10:23:00.000-07:00</published><updated>2009-05-08T10:28:31.692-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cícero Acaiaba'/><title type='text'>Perdoai-os, Senhor (Cícero Acaiaba)</title><content type='html'>Pelo que confusamente escrevem&lt;br /&gt;como se fosse poesia&lt;br /&gt;a verdadeira autêntica Poesia&lt;br /&gt;Perdoai-os, Senhor:&lt;br /&gt;eles não sabem o que fazem.&lt;br /&gt;Pelas palavras esdrúxulas,&lt;br /&gt;canhestras,&lt;br /&gt;absurdas,&lt;br /&gt;mistificando os versos do poema,&lt;br /&gt;perdoai-os Senhor:&lt;br /&gt;eles são por natureza medíocres.&lt;br /&gt;Pelas estruturas ridículas&lt;br /&gt;o desequilíbrio da sintaxe&lt;br /&gt;as distorções da língua&lt;br /&gt;tartamudeando enigmas,&lt;br /&gt;perdoai-os, senhor:&lt;br /&gt;eles são por índole confusos&lt;br /&gt;e hão de morrer indecifráveis.&lt;br /&gt;Pela ignorância do Inefável&lt;br /&gt;Em suas almas carentes de lirismo&lt;br /&gt;– o bom o puro o mágico lirismo –&lt;br /&gt;perdoai-os, senhor:&lt;br /&gt;na árvore que nasce torta&lt;br /&gt;também sua sombra é torta.&lt;br /&gt;Pela ausência do sopro da Beleza&lt;br /&gt;eterna nas coisas simples, &lt;br /&gt;pela transcendência sutil&lt;br /&gt;de sonho e mistério&lt;br /&gt;palpitando no espelho do cotidiano,&lt;br /&gt;sem nenhum reflexo nos seus olhos&lt;br /&gt;secos&lt;br /&gt;perdoai-os, senhor:&lt;br /&gt;eles são os cegos que só vêem a própria imagem.&lt;br /&gt;Pelo alarido de sua impotência,&lt;br /&gt;as garatujas do quebra-cabeça,&lt;br /&gt;as estrofes labirínticas, pregadas a martelo na cruz&lt;br /&gt;da Poesia,&lt;br /&gt;perdoai-os, senhor:&lt;br /&gt;eles são incapazes de entender&lt;br /&gt;o supremo sacrifício da Arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ACAIABA, Cícero. Poemas escritos na névoa. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1988. p. 96-97&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5110979985196526281-3715592063951511570?l=suzane-lima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://suzane-lima.blogspot.com/feeds/3715592063951511570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5110979985196526281&amp;postID=3715592063951511570' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/3715592063951511570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/3715592063951511570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://suzane-lima.blogspot.com/2009/05/perdoai-os-senhor-cicero-acaiaba.html' title='Perdoai-os, Senhor (Cícero Acaiaba)'/><author><name>Suzane Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14890825178586530255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_oecdwnqgMNg/SvCC-Hx0jzI/AAAAAAAAAgI/FWgvIrs8GQo/S220/fotos_rio_217.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5110979985196526281.post-8380351733850568426</id><published>2009-04-24T13:44:00.000-07:00</published><updated>2009-04-24T13:46:05.907-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luís Vaz de Camões'/><title type='text'>O céu, a terra, o vento sossegado- Luís Vaz de Camões</title><content type='html'>Lendo "Intinerário de Pasárgada" de Manuel Bandeira, encontro o seguinte Soneto, de Camões, que ele cita.  Há muito não penetrava tão completamente em um soneto, como nesse. O soneto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O céu, a terra, o vento sossegado...&lt;br /&gt;As ondas, que se estendem pela areia...&lt;br /&gt;Os peixes, que no mar o sono enfreia...&lt;br /&gt;O nocturno silêncio repousado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pescador Aónio, que, deitado&lt;br /&gt;Onde co vento a água se meneia,&lt;br /&gt;Chorando, o nome amado em vão nomeia,&lt;br /&gt;Que não pode ser mais que nomeado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ondas (dizia) antes que Amor me mate,&lt;br /&gt;Tornai-me a minha Ninfa, que tão cedo&lt;br /&gt;Me fizestes à morte estar sujeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém lhe fala; o mar de longe bate;&lt;br /&gt;Move-se brandamente o arvoredo;&lt;br /&gt;Leva-lhe o vento a voz, que ao vento deita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5110979985196526281-8380351733850568426?l=suzane-lima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://suzane-lima.blogspot.com/feeds/8380351733850568426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5110979985196526281&amp;postID=8380351733850568426' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/8380351733850568426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/8380351733850568426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://suzane-lima.blogspot.com/2009/04/o-ceu-terra-o-vento-sossegado-luis-vaz.html' title='O céu, a terra, o vento sossegado- Luís Vaz de Camões'/><author><name>Suzane Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14890825178586530255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_oecdwnqgMNg/SvCC-Hx0jzI/AAAAAAAAAgI/FWgvIrs8GQo/S220/fotos_rio_217.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5110979985196526281.post-2295987715788861183</id><published>2009-04-23T13:12:00.000-07:00</published><updated>2009-05-08T13:27:03.508-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fernando Sabino'/><title type='text'>Como nasce uma história - Fernando Sabino</title><content type='html'>Consideração preliminar: se vc estiver no trabalho em frente ao computador com aquele rosto de pessoa séria que está, de fato, trabalhando, deixe essa leitura pra depois. Impossível ler Fernando Sabino sem rir.&lt;br /&gt;Suzane&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando cheguei ao edifício, tomei o elevador que serve do primeiro ao décimo quarto andar. Era pelo menos o que dizia a tabuleta no alto da porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Sétimo — pedi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava sendo aguardado no auditório, onde faria uma palestra. Eram as secretárias daquela companhia que celebravam o Dia da Secretária e que, desvanecedoramente para mim, haviam-me incluído entre as celebrações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A porta se fechou e começamos a subir. Minha atenção se fixou num aviso que dizia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É expressamente proibido os funcionários, no ato da subida, utilizarem os elevadores para descerem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o meu tempo de ginásio sei que se trata de problema complicado, este do infinito pessoal. Prevaleciam então duas regras mestras que deveriam ser rigorosamente obedecidas, quando se tratava do uso deste traiçoeiro tempo de verbo. O diabo é que as duas não se complementavam: ao contrário, em certos casos francamente se contradiziam. Uma afirmava que o sujeito, sendo o mesmo, impedia que o verbo se flexionasse. Da outra infelizmente já não me lembrava. Bastava a primeira para me assegurar de que, no caso, havia um clamoroso erro de concordância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não foi o emprego pouco castiço do infinito pessoal que me intrigou no tal aviso: foi estar ele concebido de maneira chocante aos delicados ouvidos de um escritor que se preza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, aquela cozinheira a que se refere García Márquez, que tinha redação própria! Quantas vezes clamei, como ele, por alguém que me pudesse valer nos momentos de aperto, qual seja o de redigir um telegrama de felicitações. Ou um simples aviso como este:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É expressamente proibido os funcionários...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já começaria por tropeçar na regência, teria de consultar o dicionário de verbos e regimes: não seria aos funcionários? E nem chegaria a contestar a validade de uma proibição cujo aviso se localizava dentro do elevador e não do lado de fora: só seria lido pelos funcionários que já houvessem entrado e portanto incorrido na proibição de pretender descer quando o elevador estivesse subindo. Contestaria antes a maneira ambígua pela qual isto era expresso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. . . no ato da subida, utilizarem os elevadores para descerem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer um, não sendo irremediavelmente burro, entenderia o que se pretende dizer neste aviso. Pois um tijolo de burrice me baixou na compreensão, fazendo com que eu ficasse revirando a frase na cabeça: descerem, no ato da subida? Que quer dizer isto? E buscava uma forma simples e correta de formular a proibição:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É proibido subir para depois descer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É proibido subir no elevador com intenção de descer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É proibido ficar no elevador com intenção de descer, quando ele estiver subindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descer quando estiver subindo! Que coisa difícil, meu Deus. Quem quiser que experimente, para ver só. Tem de ser bem simples:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se quiser descer, não torne o elevador que esteja subindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais simples ainda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se quiser descer, só tome o elevador que estiver descendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tanta simplicidade, atingi a síntese perfeita do que Nelson Rodrigues chamava de óbvio ululante, ou seja, a enunciação de algo que não quer dizer absolutamente nada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se quiser descer, não suba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha de me reconhecer derrotado, o que era vergonhoso para um escritor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando me dei conta de que o elevador havia passado do sétimo andar, a que me destinava, já estávamos pelas alturas do décimo terceiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Pedi o sétimo, o senhor não parou! — reclamei.&lt;br /&gt;O ascensorista protestou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Fiquei parado um tempão, o senhor não desceu.&lt;br /&gt;Os outros passageiros riram:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Ele parou sim. Você estava aí distraído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Falei três vezes, sétimo! sétimo! sétimo!, e o senhor nem se mexeu — reafirmou o ascensorista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Estava lendo isto aqui — respondi idiotamente, apontando o aviso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele abriu a porta do décimo quarto, os demais passageiros saíram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Convém o senhor sair também e descer noutro elevador. A não ser que queira ir até o último andar e na volta descer parando até o sétimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não é proibido descer no que está subindo?&lt;br /&gt;Ele riu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Então desce num que está descendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Este vai subir mais? — protestei: — Lá embaixo está escrito que este elevador vem só até o décimo quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Para subir. Para descer, sobe até o último.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Para descer sobe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me sentia um completo mentecapto. Saltei ali mesmo, como ele sugeria. Seguindo seu conselho, pressionei o botão, passando a aguardar um elevador que estivesse descendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tardou, e muito. Quando finalmente chegou, só reparei que era o mesmo pela cara do ascensorista, recebendo-me a rir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— O senhor ainda está por aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fomos descendo, com parada em andar por andar. Cheguei ao auditório com 15 minutos de atraso. Ao fim da palestra, as moças me fizeram perguntas, e uma delas quis saber como nascem as minhas histórias. Comecei a contar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Quando cheguei ao edifício, tomei o elevador que serve do primeiro ao décimo quarto andar. Era pelo menos o que dizia a tabuleta no alto da porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Sabino tem a capacidade de retirar de fatos mais corriqueiros excelentes histórias. Confirmem com esta que ora apresentamos, extraída do livro "A Volta Por Cima", Editora Record - Rio de Janeiro, 1990, pág. 137.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo sobre o excelente contista mineiro Fernando Sabino em "Biografias".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:http://www.releituras.com/fsabino_comonasce.asp&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5110979985196526281-2295987715788861183?l=suzane-lima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://suzane-lima.blogspot.com/feeds/2295987715788861183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5110979985196526281&amp;postID=2295987715788861183' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/2295987715788861183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/2295987715788861183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://suzane-lima.blogspot.com/2009/04/como-nasce-uma-historia-fernando-sabino.html' title='Como nasce uma história - Fernando Sabino'/><author><name>Suzane Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14890825178586530255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_oecdwnqgMNg/SvCC-Hx0jzI/AAAAAAAAAgI/FWgvIrs8GQo/S220/fotos_rio_217.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5110979985196526281.post-649401126413744706</id><published>2009-04-09T10:26:00.000-07:00</published><updated>2010-12-30T04:01:01.811-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética animal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Milan Kundera'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Condição humana'/><title type='text'>A leveza e agonia humana em Milan Kundera e o sofrimento dos animais</title><content type='html'>Karenin é um personagem do livro "A insustentável leveza do ser" de Miran Kundera, ela é a cadela de Tereza, uma das protagonistas do livro. O livro é ótimo! Terei de ler muitos livros obrigatoriamente para duas matérias que peguei na UnB, mas todos eles, pelo menos até agora, são muito bons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A decadência da condição humana deixa-se transparecer nesse romance. O homem é alvo de cobranças que vêm de todos os lados: o país em que vive, as pessoas que moram ao lado, o trabalho, a família, os amigos. Fidelidade, amor, responsabilidade, tristeza, patriotismo, carinho, cidadania, severidade, seriedade, alegria... são todos sentimentos cobrados e ai de quem não os tiver espontaneamente, pois se não se pode dar tais sentimentos, deve-se fingí-los. Tentar escapar de tais cobranças é ainda um caminho perigoso, pois há uma forte tendência em se criar um compromisso com o descompromisso, onde teme-se em deixar transparecer gratuitamente o que outrora nos negávamos a dar, mesmo que queiramos dar em determinados momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A suposta leveza adquirida no livrar-se de todas essas cobranças e no não importar-se com o que é convencional torna-se insustentável quando não se consegue mais evitar o agir dito irresponsável, quando mesmo que queiramos agir de determinada maneira, tenhamos medo de nos mostrar fracos ou comuns. Sabe aquela frase daquela música do Legião Urbana, letra de Renato Russo, que diz assim: "Quantas chances desperdicei quando o que eu mais queria era provar pra todo mundo que eu não precisava provar nada pra ninguém" ? Pois então!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A teoria nietzscheana do eterno retorno quer, antes de nos levar a caminhos metafísico-racionais, atentar-nos a esta vida que, mesmo parecendo tão medíocre e pequena, pode ter uma saída alegre, não necessariamente feliz, pois a dor é inevitável e também dela deve-se tirar proveito, mas uma vida que valha a pena ser vivida uma vez e ainda por mais e mais vezes, infinitamente. Esse caminho alegre só pode ser construido por cada um, individualmente. O ser humano deve aniquilar aquilo que lhe traz desprazer e celebrar aquilo que lhe traz prazer. Mas é aí que bicho pega: o que é que sempre é desprazeroso ou que sempre é prazeroso? O homem que consegue se livrar das cobranças de aparências que lhe faziam, consegue livrar-se de sua própria cobrança por uma aparência livre e alegre, por uma aparência leve?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, voltando aonde eu queria chegar: o homem é carrasco de si mesmo e, como se já não fosse o bastante, é carrasco de seus semelhantes. O homem reclama de seu Estado, de sua família, de seu trabalho, de seus amigos e inimigos que o fazem sofrer, mas não exita em fazer sofrer... Infelizmente, em quase todos os casos, ter pena de um homem que sofre injustamente é como ter pena de um criminoso que, tendo cometido várias barbáries, foi condenado por um crime que não cometeu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na sétima parte do livro, "O sorriso de Karenin", Kundera nos põe a pensar no sofrimento de seres que deveriam estar livres de toda a vilania dessa complicada espécie humana, que quanto mais tenta consolar-se, mais se dilacera e dilacera também quem estiver por perto. Será que ainda é válido justificar a título de cadeia alimentar o sofrimento que o homem impõe ao seu prato principal antes de comê-lo? O homem vangloria-se de sua "humanidade", isto é, de toda sua bondade e compaixão, e chama de "animalidade" toda ação bruta e cruel, mas deveria repensar essas atribuições. Uma leoa quando vai matar um cervo morde-o logo no pescoço, mata-o e come-o. A comida humana não sofre, entretanto, só na hora da morte.&lt;br /&gt;Há muito o que se dizer sobre isso, por enquanto fiquemos com as palavras de Kundera:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Logo no começo do Gênesis, está escrito que Deus criou o homem para que ele reinasse sobre os pássaros, os peixes e o gado. É claro, o Gênesis é obra do homem e não do cavalo. Ninguém pode ter a certeza absoluta de que Deus realmente queria que o homem reinasse sobre todas as outras criaturas. O mais provável é que o homem tenha inventado Deus para santificar o seu poder sobre a vaca e o cavalo, poder esse que ele usurpara. Sim, porque, na verdade, o direito de matar um veado ou uma vaca é a única coisa que a humanidade, no seu conjunto, nunca contestou, mesmo durante as guerras mais sangrentas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um direito que só nos parece natural porque quem está no topo da hierarquia somos nós. Bastava que entrasse mais outro parceiro no jogo, por exemplo um visitante vindo de outro planeta cujo Deus de lá tivesse dito "Tu reinarás sobre as criaturas de todas as outras estrelas", para que toda a evidência do Gênesis ficasse logo posta em questão. Talvez depois de um marciano o ter atrelado a uma charrua ou enquanto estivesse a assá-lo no espeto de um habitante da Via Láctea, o homem se lembrasse das costeletas de vitela que costumava comer e apresentasse (embora tarde de mais) as suas desculpas à vaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prossegue [Tereza], portanto, a caminho com as suas vitelas, que lá vão com os flancos a roçar, e mais uma vez pensa com os seus botões que aqueles bichos são realmente muito simpáticos. Mansos, sem malícia, às vezes de uma alegria pueril, parecem cinqüentonas gordas a armarem‑se às meninas de quatorze anos. Nada mais emocionante do que vacas brincando. Tereza olha para elas com ternura e pensa (é uma ideia que a assalta irresistivelmente de dois anos para cá) que a humanidade é um parasita da vaca, tal como a tênia é um parasita do homem: está presa às suas tetas como uma sanguessuga. O homem é um parasita da vaca ‑ seria certamente a definição que a zoologia de um não‑homem daria ao homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tereza acaricia a cabeça de Karenin mansamente deitada no seu colo. Tem mais ou menos o seguinte raciocínio: não há mérito nenhum em portarmo‑nos bem com os nossos semelhantes. Tereza é forçada a ser correta com os outros habitantes da aldeia, porque senão deixaria de poder viver lá e até com o próprio Tomas, é obrigada a portar‑se como uma esposa desvelada porque ela precisa dele. Será sempre impossível determinar com um mínimo de segurança em que medida é que as nossas relações com outrem resultam dos nossos sentimentos espontâneos, do nosso amor, do nosso desamor, da nossa benevolência ou do nosso ódio, e em que medida é que estão previamente condicionadas pelas relações de forças existentes entre os indivíduos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdadeira bondade do homem só pode manifestar‑se em toda a sua pureza e em toda a sua liberdade com aqueles que não representam força nenhuma. O verdadeiro teste moral da humanidade (o teste mais radical, aquele que por se situar a um nível tão profundo nos escapa ao olhar) são as suas relações com quem se encontra à sua mercê, isto é, com os animais. E foi aí que se deu o maior fracasso do homem, o desfalque fundamental que está na origem de todos os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda tenho nos olhos a imagem de Tereza sentada num tronco, a afagar a cabeça de Karenin e a meditar no fracasso da humanidade. Ao mesmo tempo, aparece‑me outra imagem: a de Nietzsche a sair de um hotel de Turim. Vê um cocheiro a açoitar um cavalo. Chega‑se ao pé do cavalo e, sob o olhar do cocheiro, abraça‑se à sua cabeça e desata a chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena passava‑se em 1889 e Nietzsche, também ele, já se encontrava muito longe dos homens. Ou, por outras palavras, foi precisamente nesse momento que a sua doença mental se declarou. Mas, na minha opinião, é justamente isso que reveste o seu gesto de um profundo significado. Nietzsche foi pedir perdão por Descartes ao cavalo. A sua loucura (e portanto o seu divórcio da humanidade) começa no instante em que se põe a chorar abraçado ao cavalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é desse Nietzsche que eu gosto, tal como gosto da Tereza que tem ao colo a cabeça de um cão mortalmente doente e que a afaga. Ponho‑os um ao lado do outro, pois tanto um como o outro se afastam da estrada em que a humanidade, "dona e senhora da natureza", prossegue a sua marcha sempre em frente."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fatos nos falam ainda mais do que considerações éticas, como nos mostra o documentário do Instituto Nina Rosa, A carne é fraca: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=EghRqeZA-TU" target="_blank"&gt;http://www.youtube.com/watch?&lt;wbr&gt;v=EghRqeZA-TU&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=SKz6sgnUgdg" target="_blank"&gt;http://www.youtube.com/watch?&lt;wbr&gt;v=SKz6sgnUgdg&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, pensar no sofrimento humano é válido sim, afinal, somos ou não somos humanos? Queremos ou não nos compreender? Mas há muito mais do que isso para se pensar. Há que se pensar no sofrimento de quem sofre sem fazer sofrer. Assim como queremos amenizar nossa própria dor, mesmo nos sentindo, as vezes, merecedores dela, será que não é válido deixar de ser culpado pela dor alheia? Pior, pela dor de quem não merece sentir dor? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;É muito fácil&amp;nbsp;para um&amp;nbsp;leigo apontar a carência de proteína ou, nos casos mais extremos,&amp;nbsp;de alguma vitamina&amp;nbsp;"indispensável" para sua sobrevivência contida na carne, e assim justificar o seu consumo. Nessa hora, todos&amp;nbsp;parecem ser PhDs em Nutrição. O&amp;nbsp;problema da maioria das pessoas não está, entretanto, na suposta crueldade inerente aos seres humanos, está na ignorância e na preguiça de pensar sobre os seus atos... Nesse século, não é mais incomum que alguém discorde e discuta sobre atos e teorias amplamente aceitos pela sociedade: se são válidas as leis morais, se o mundo econômico é desigual, se é correto acabar com ecossistemas em troca de lucro... Mas essas coisas só são amplamente discutidas porque não podem ser completamente convenientes para as pessoas, a curto ou longo prazo. Mas pra que discordar do nosso hábito cultural (e natural) de comer carne? Na verdade, não tem necessidade de se discutir uma coisa tão banal, tão simples, tão inocente. Ou será talvez desagradável discutir sobre algo tão conveniente ao nosso paladar e a&amp;nbsp; nossa&amp;nbsp;saúde (porque a carne é sem dúvida indispensável à saúde, não é mesmo?). O assunto sobre o consumo de carne, não deve ser tratado apenas pelo seu lado moral ou ético (com sermões longos e chatos como esse), temos que nos esclarecer sobre as nossas justificativas e verificarmos os prós e contras de nossos atos. Pensar apenas&amp;nbsp;no impacto do consumo de&amp;nbsp; carne sobre o meio ambiente e&amp;nbsp;sobre nossa saúde, entretanto,&amp;nbsp;é pensar egoisticamente e racionalmente, ou seja, não é suficiente&amp;nbsp;pra maioria das pessoas, que não se preocupa com a própria saúde e&amp;nbsp;nem com o futuro do planeta. All we need is love! Só quando conseguirmos olhar para um boi e para um frango e não imaginá-los como coisas a serem comidas, que não pensam e não sentem e estão totalmente a nossa mercê, só quando conseguirmos olhar para eles e tivermos um sentimento de completude, de igualdade, de respeito, só assim poderemos nos livrar do nosso ato cruel com passividade. Enxergando&amp;nbsp;os outros animais&amp;nbsp;dessa maneira, como seres que tem suas qualidades, seus&amp;nbsp;defeitos e sua graça,&amp;nbsp;não deixamos de comer carne como um ato de renúncia, de resistência, afinal esse ato quando sincero é um simples ato de amor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5110979985196526281-649401126413744706?l=suzane-lima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://suzane-lima.blogspot.com/feeds/649401126413744706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5110979985196526281&amp;postID=649401126413744706' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/649401126413744706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/649401126413744706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://suzane-lima.blogspot.com/2009/04/leveza-e-agonia-humana-em-milan-kundera.html' title='A leveza e agonia humana em Milan Kundera e o sofrimento dos animais'/><author><name>Suzane Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14890825178586530255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_oecdwnqgMNg/SvCC-Hx0jzI/AAAAAAAAAgI/FWgvIrs8GQo/S220/fotos_rio_217.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5110979985196526281.post-1941156673401226519</id><published>2009-02-20T13:06:00.000-08:00</published><updated>2009-05-08T13:28:53.409-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nietzsche'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><title type='text'>O anticristo - 1ª Parte</title><content type='html'>Tinha dito que colocaria aqui um estudo que tinha feito sobre O Anticristo (informalmente), de Nietzsche,  e não o coloquei até agora pq tinha perdido as folhas em que fiz o estudo. Dia desses achei parte dessas folhas (umas 7 manuscritas) que digitadas resultaram em duas folhas e meia no word.&lt;br /&gt;Vai aí a primeira parte, quando achar o restante prometo que digito e ponho aqui o link pro estudo completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O link:&lt;br /&gt;http://www.scribd.com/doc/12703748/O-Anticristo-1-Parte&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5110979985196526281-1941156673401226519?l=suzane-lima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://suzane-lima.blogspot.com/feeds/1941156673401226519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5110979985196526281&amp;postID=1941156673401226519' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/1941156673401226519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/1941156673401226519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://suzane-lima.blogspot.com/2009/02/o-anticristo-1-parte.html' title='O anticristo - 1ª Parte'/><author><name>Suzane Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14890825178586530255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_oecdwnqgMNg/SvCC-Hx0jzI/AAAAAAAAAgI/FWgvIrs8GQo/S220/fotos_rio_217.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5110979985196526281.post-461907930439470320</id><published>2009-01-19T06:23:00.000-08:00</published><updated>2009-05-08T13:32:19.619-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oscar Wilde'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>O retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde</title><content type='html'>Domingo a noite e uma sensação inédita! Como descrevê-la? Díficil descrever as sensações..os sentimentos... Mas era um misto de surpresa, grande excitação, vontade de viver, angústia, aflição, curiosidade e também uma "saudade de tudo o que eu ainda não vi".&lt;br /&gt;Esse emaranhado de emoções, umas tão controversas às outras, foi causado pela leitura de um livro: O retrato de Dorian Gray! Mas que espetáculo se passa em nossa mente. O livro é quase uma ópera, com suas máximas e frases deliciosas. Enquanto Dorian Gray é incitado a pensar, pensa também o leitor, que também é obrigado a aceitar as verdades dolorosas de Henry.&lt;br /&gt;O livro é tão lindo e misterioso quanto seu protagonista. Oscar Wilde fez uma narrativa cativante, bela, quase esotérica.&lt;br /&gt;É um livro para ser lido por todos os que gostam de compreender a si mesmos e também ao mundo... É um livro para ser lido por todos.... É um livro para ser lido... É um livro... É o livro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5110979985196526281-461907930439470320?l=suzane-lima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://suzane-lima.blogspot.com/feeds/461907930439470320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5110979985196526281&amp;postID=461907930439470320' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/461907930439470320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/461907930439470320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://suzane-lima.blogspot.com/2009/01/o-retrato-de-dorian-gray-oscar-wilde.html' title='O retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde'/><author><name>Suzane Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14890825178586530255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_oecdwnqgMNg/SvCC-Hx0jzI/AAAAAAAAAgI/FWgvIrs8GQo/S220/fotos_rio_217.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5110979985196526281.post-2080705446866962746</id><published>2008-12-08T08:14:00.000-08:00</published><updated>2009-05-08T13:40:24.863-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nietzsche'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Genealogia da Moral - Nietzsche</title><content type='html'>Novo estudo! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Link para visualização ou download:&lt;br /&gt;http://www.scribd.com/doc/8734625/Genealogia-da-Moral-Nietzsche&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade um estudo que já fiz há muito tempo(pra escola), mas só agora está digitalizado (e melhorado):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Genealogia da Moral - Nietzsche&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que nunca digitei esse nome tantas vezes em minha vida. Mesmo assim, ainda não o sei soletrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito se ouve falar da transvaloração dos valores proposta por Nietzsche. Transvaloração de valores, mas por que? Porque os valores vigentes são decadentes, negam a vida. Por quê? Essa resposta geralmente não é mais de acordo com o que Nietzsche disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É neste livro que Nietzsche explica a genealogia (origem) da moral, no caso, a moral cristã. É dela que vem os sentimentos de falta e má consciência. Além disso, Nietzsche faz uma crítica dos ideais ascéticos, que apesar de serem mais sérios e lógicos que os cristãos, são análogos a ele, pois cultuam a negação da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O recomendável é que se leia o livro e se aproveite cada palavra dita, cada pensamento dito. Estes estudos são, para mim, um modo de organização de reflexões. Ao se lê um filósofo com Nietzsche não há uma ou duas idéias para ser aproveitadas. Ler a sua filosofia traz imensa ansiedade, de se saber o que vai ter na próxima página. Entretanto, envolto em tantos pensamentos, a gente fica perdido e no final só se consegue lembrar o que de mais ficou marcado na gente. Ler um livro de Nietzsche pede não só o tempo da leitura, pede, também, o tempo da reflexão. A reflexão, entretanto, fica ela mesma embaralhada com a explosão de pensamentos que ocorre na nossa cabeça a toda hora (conta pra pagar, "amor"(entre aspas mesmo), a dor da mordida do inseto, o cheiro da comida...). Colocar a reflexão no papel é extraí-la dos nossos pensamentos, é organizá-la, é fazê-la compreensiva para nós mesmos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então aí estão as palavras dos filósofos em minhas palavras. Espero ajudar quem não entendeu uma ou outra coisa (ou tudo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próximo estudo que pretendo colocar aqui também é de um livro de Nietzsche, não o melhor (pois o melhor é o Assim falou Zaratrusta), mas com certeza o mais clássico : O Anticristo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5110979985196526281-2080705446866962746?l=suzane-lima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://suzane-lima.blogspot.com/feeds/2080705446866962746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5110979985196526281&amp;postID=2080705446866962746' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/2080705446866962746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/2080705446866962746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://suzane-lima.blogspot.com/2008/12/genealogia-da-moral-nietzsche.html' title='Genealogia da Moral - Nietzsche'/><author><name>Suzane Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14890825178586530255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_oecdwnqgMNg/SvCC-Hx0jzI/AAAAAAAAAgI/FWgvIrs8GQo/S220/fotos_rio_217.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5110979985196526281.post-4916898627379099311</id><published>2008-12-02T11:04:00.000-08:00</published><updated>2009-05-08T13:38:11.561-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Schopenhauer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Schopenhaeur: metafísicas do amor e da morte</title><content type='html'>Bão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, atendendo a milhares de pedidos(rsrs), irei disponibilizar aqui meus estudos filosóficos, literários, musicais, poéticos...&lt;br /&gt;Já tenho alguns feitos, mas não digitalizados. Assim que tiver tempo e disposição os digitalizarei  e compartilharei aqui com os interessados no assunto.&lt;br /&gt;O primeiro que estou deixando, foi um feito junto com uma amiga, Camila. Aborda dois assuntos de acordo com a filosofia do celébre  Schopenhauer: o amor e a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Link para o texto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.scribd.com/doc/7577491/Schopenhaur-metafisicas-do-amor-e-da-morte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumo: Arthur Schopenhauer foi o primeiro filósofo a falar do amor de uma maneira não superficial, mas abrangente. Ele diz que o amor nada mais é do que um artifício da natureza para atingir seu objetivo principal: a conservação das espécies. Schopenhauer também nos mostra, de maneira óbvia, mas surpreendente, todas as artimanhas da natureza para garantir sua existência eterna. Artimanhas estas que serão mais tarde também citadas por Freud, psicanalista russo, considerado “pai da psicanálise”, o que demonstrará ainda mais, quão lógica é a filosofia de Schopenhauer, mesmo quando se trata de metafísicas. A morte, um dos fenômenos mais abordados na filosofia existencial, é descrita, como ela é, por Schopenhauer, dentro de sua visão de Vontade de vida como essência de tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5110979985196526281-4916898627379099311?l=suzane-lima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://suzane-lima.blogspot.com/feeds/4916898627379099311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5110979985196526281&amp;postID=4916898627379099311' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/4916898627379099311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/4916898627379099311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://suzane-lima.blogspot.com/2008/12/schopenhaeur-metafsicas-do-amor-e-da.html' title='Schopenhaeur: metafísicas do amor e da morte'/><author><name>Suzane Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14890825178586530255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_oecdwnqgMNg/SvCC-Hx0jzI/AAAAAAAAAgI/FWgvIrs8GQo/S220/fotos_rio_217.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5110979985196526281.post-7642391454600967206</id><published>2008-08-26T09:58:00.000-07:00</published><updated>2009-05-08T13:35:45.173-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eventos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mozart'/><title type='text'>"A Flauta Mágica" (Mozart) na Esplanada dos Ministérios</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oecdwnqgMNg/SLQ2-ricsLI/AAAAAAAAALU/oLeYMTZX-zc/s1600-h/img1219329412741.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238872717005729970" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oecdwnqgMNg/SLQ2-ricsLI/AAAAAAAAALU/oLeYMTZX-zc/s320/img1219329412741.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"No dia 30 de agosto, às 20h, a Esplanada dos Ministérios será palco de uma das obras mais famosas do compositor Wolfgang Amadeus Mozart: a ópera “A Flauta Mágica”, com acesso gratuito. O evento integra o projeto SESC Sinfonia do SESC/DF e acontece ao ar livre, para um público estimado em mais de 30 mil pessoas. O espetáculo traz a orquestra Camerata do Brasil e os artistas Janette Dornellas, Marcelo Coutinho, Jean Nardoto, Lys Nardoto, Gutemberg Amaral e André Vidal nos papéis principais. Andrey Hermuche é o responsável pela cenografia, desenvolvida nas dependências do SESC/DF. A produção será 100% brasiliense, entre costureiras, produtores e técnicos. O grupo dos Mais Vividos, do SESC/DF, fará a costura das roupas e confecção dos bordados. A ópera contará com modernos equipamentos para que o público sinta-se em um teatro, além da troca de cenários, adereços e grande movimentação no palco. As falas serão em português e as árias cantadas em alemão, legendadas nos telões. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;A Flauta Mágica&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;“A Flauta Mágica” tem dois aspectos fascinantes: a história quase infantil que raramente chega às crianças e a música que há 200 anos empolga os adultos. É uma fábula sobre o amor espiritual, puro e sereno, cuja moral foi tão bem aceita e assimilada em sua estréia quanto é hoje. Ambientada em uma floresta, a obra conta a história do príncipe Tamino e do caçador de pássaros Papageno, que conhecem a Rainha da Noite, uma mulher ambiciosa. A pedido da Rainha, eles partem ao resgate de sua filha, princesa Pamina, seqüestrada em um castelo. Uma história envolvente e cheia de intrigas, que culmina na consolidação do amor eterno. "&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fonte: SESC DF. Disponível em: &lt;a href="http://www.sescdf.com.br/site.do?categoria=NoticiasOnline&amp;amp;idArtigo=922&amp;amp;ts=1"&gt;http://www.sescdf.com.br/site.do?categoria=NoticiasOnline&amp;amp;idArtigo=922&amp;amp;ts=1&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5110979985196526281-7642391454600967206?l=suzane-lima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://suzane-lima.blogspot.com/feeds/7642391454600967206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5110979985196526281&amp;postID=7642391454600967206' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/7642391454600967206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5110979985196526281/posts/default/7642391454600967206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://suzane-lima.blogspot.com/2008/08/flauta-mgica-mozart-na-esplanada-dos.html' title='&quot;A Flauta Mágica&quot; (Mozart) na Esplanada dos Ministérios'/><author><name>Suzane Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14890825178586530255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_oecdwnqgMNg/SvCC-Hx0jzI/AAAAAAAAAgI/FWgvIrs8GQo/S220/fotos_rio_217.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oecdwnqgMNg/SLQ2-ricsLI/AAAAAAAAALU/oLeYMTZX-zc/s72-c/img1219329412741.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
